Sunday, June 28, 2015

O futuro já começou (Estadão 28/06/2015)


Dora Kramer
28 Junho 2015 | 03h 00

É cedo, mas antes que seja tarde demais os protagonistas da cena política já movem suas peças a fim de garantir posições favoráveis na largada para o jogo eleitoral de 2018.
Ao que se desenha no horizonte pode vir novidade por aí, quebrando a habitual dobradinha entre PT e PSDB. Há dois movimentos importantes: a articulação do ex-presidente Luiz Inácio da Silva em torno de um novo partido para reunir as forças de esquerda e a decisão do PMDB de deixar de lado o papel de inquilino do poder de turno e tentar eleger um presidente da República.
Pela primeira vez em muitos anos, cerca de 20, o PMDB parece falar sério quando suas lideranças – entre elas o vice-presidente Michel Temer – dizem que o partido terá candidatura própria à Presidência da República.
Tão sério que a cúpula pemedebista tem um nome em vista e já está com o roteiro do desembarque do governo federal pronto. O candidato considerado ideal nessas conversas é o senador tucano José Serra: seria a união de um nome de projeção nacional com o partido mais bem estruturado em todo o País.
Serra, a respeito, não confirma nem desmente. Silencia. Mas o autodenominado “grupo pensante” do PMDB – onde figuram inclusive atuais ministros – fala, e muito, no assunto, apontando as “parcerias” que o tucano vem fazendo com o partido em torno de projetos no Senado como o embrião de uma possível união mais estável.
Os pemedebistas partem do princípio de que a aliança com o PT acabou. Aliás, raciocinam que o próprio PT acabou-se junto à opinião pública e que não será jogador competitivo em 2018. Na avaliação dos ainda parceiros do governo, o ex-presidente Lula não será candidato.
Acreditam que o PSDB “tem teto” – quer dizer, eleitorado limitado – e que escolherá o candidato a presidente entre o governador Geraldo Alckmin e o senador Aécio Neves; apostam, diga-se, na escolha do paulista. Muito bem, nessa altura da história é que entraria José Serra com sua assumida vontade de presidir o Brasil e a oportunidade se apresentando fora de seu partido atual.
Internamente o que se diz é que não haveria problema de disputa, pois nenhum dos nomes que se especulam (Temer, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o deputado Eduardo Cunha) seria páreo para Serra em termos de densidade eleitoral. Se for para competir com chance, a cúpula tem certeza de que o partido se une.
Paralelamente à aproximação com o tucano, os pemedebistas põem em prática o ritual do desembarque. Começou com as reiteradas afirmações por parte do presidente da Câmara de que a aliança entre PT e PMDB está vivendo seus últimos momentos. O senhor e a senhora podem reparar, não há desmentidos quanto a isso.
O vice-presidente da República e presidente do PMDB, Michel Temer, deixa que falem. Ele mesmo já defende em público a candidatura própria e será, no momento apropriado, o porta-voz do comunicado à presidente Dilma Rousseff, de que a franquia PMDB vai trabalhar em causa e casa próprias.
O partido como um todo vai oficializar essa decisão em setembro num congresso convocado, em tese, para discutir as eleições municipais do ano que vem. Na prática, porém, a ideia é provocar uma manifestação coletiva de desagrado com a aliança e em prol do projeto solo no âmbito nacional.
Depois disso, momento haverá em que os ministros do partido deverão deixar os cargos. Pragmática, a direção do partido pretende que isso ocorra depois das eleições municipais. Mas não muito depois. Logo em seguida seria o ideal. Afinal, os ministérios sempre são de alguma utilidade na campanha eleitoral. Isso eles não dizem; depreende-se pelo “timing” pretendido.


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A QUASE Impossibilidade de ajudar um Sem Teto

Hoje aqui em Campinas encontrei na calçada um homem sem teto dormindo. 
A aparência é de alguém que perdeu toda a esperança, cuja vida não tem sentido. 
Tentei fazer a coisa certa. Liguei para a Policia no 190, me informaram que não era essa número, me mandaram ligar para a Guarda Municipal, que também não cuida desses casos. 
Me deram um telefone, que também não cuida disso. 
Tentei os telefones da Prefeitura de Campinas, todos que liguei me informaram que não cuidam desse tipo de caso. 
Provavelmente devo ter tentado uma dúzia de números sem sucesso. 
Conclusão – Infelizmente o nosso país é cruel. Sem esperanças nem ajuda para o pobre que está no último degrau da decadência. 
Como comparação quando morei nos Estados Unidos, lá existe um único número para TODAS as emergências, 911. Atendem e encaminham para o serviço necessário, Polícia, Bombeiros, Asssistência Social, etc. 
Em todos os países da União Européia o número é 112. 
Triste país o nosso. Temos muito a caminhar ainda em direção à cidadania 
Finalmente consegui descobrir, uma ONG chamada SOS Rua, eles têm um site nesse  link 
O telefone é (19) 3253-4512 durante o dia e (19) 7808-5970 de noite.

Liguei e fui super bem atendido, eles foram ao local falaram com ele e - mais ainda, me deram retorno

O homem se chama Samuel, falaram com ele e irão levá-lo para um asilo e tratá-lo. Final Feliz.





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É muito legal, ou muito engraçado. Desde 1879 quando houve a Tombada da Bastilha, os parisienses ADORAM fazer uma baderninha na cidade, e a partir da Segunda Guerra, o passatempo favorito é queimar carros - foi assim em 68, depois já no século 21 com as medidas de ajuste econômico... e por aí vai. Os parisienses são irritados no inverno por causa do frio, e no verão por causa do calor. E tome Revolução...